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Este artigo apresenta dados sobre a concentração de hemoglobina de uma amostra de 103 nômades pastoris que são residentes permanentes de Phala, a 4.850-5.450 m, no planalto norte da Região Autônoma do Tibete, na República Popular da China. Esta população nativa reside na maior altitude da qual temos conhecimento e, portanto, está exposta ao estresse hipóxico crônico mais extremo. No entanto, eles não apresentam as adaptações fisiológicas mais pronunciadas, ou seja, concentrações de hemoglobina superiores às encontradas em todas as outras populações de alta altitude. Concentrações médias de hemoglobina em homens e mulheres adultas de 18,2 e 16,7 gm/dl, respectivamente, foram encontradas. Esses dados, em conjunto com estudos anteriores sobre tibetanos étnicos que vivem a 3.400 m, demonstram um padrão de aumento da concentração de hemoglobina (eritrocitose) com o aumento da altitude de residência nos Himalaias e no Tibete. Ao mesmo tempo, no entanto, a concentração de hemoglobina é mais baixa do que a encontrada entre os habitantes da alta altitude andina. Esses novos dados levantam a possibilidade de diferenças populacionais quantitativas na adaptação hematológica à hipoxia de alta altitude.
Beall et al. (Sat,) estudaram esta questão.