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O resveratrol induz respostas de dose horméticas em uma ampla gama de modelos biológicos, afetando numerosos desfechos de significância biomédica e terapêutica. Essas respostas foram relatadas em diversas linhagens de células tumorais humanas, acometendo mama, próstata, cólon, pulmão, útero e leucemia. Nesses casos, baixas concentrações de resveratrol aumentaram a proliferação celular tumoral, enquanto concentrações mais altas foram inibitórias. Respostas bifásicas dependentes de dose induzidas por resveratrol semelhantes foram observadas em várias doenças parasitárias, incluindo leishmaniose e triquinelose. Efeitos horméticos também foram relatados em modelos animais para lesão cardiovascular induzida, lesões gástricas, acidente vascular cerebral isquêmico, doença de Alzheimer e osteoporose. Nesses casos, frequentemente houve um efeito protetor em baixas doses, mas um efeito adverso em doses mais altas, exacerbando o processo/incidência da doença. Esta análise indica que muitos efeitos induzidos pelo resveratrol são dependentes da dose e que efeitos opostos ocorrem em baixas e altas doses, o que é indicativo de uma resposta de dose hormética. Apesar da ocorrência consistente de respostas de dose horméticas do resveratrol em uma ampla gama de modelos biomédicos, estudos epidemiológicos e ensaios clínicos são necessários para avaliar a natureza de sua relação dose-resposta em humanos.
Calabrese et al. (Mon,) estudaram essa questão.