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Resumo A pesquisa sobre a ecologia do medo destacou a importância do risco percebido de predadores e humanos na formação do comportamento e fisiologia animal, com consequências demográficas e em ecossistemas potencialmente amplas. Apesar dos recentes avanços conceituais e das potenciais implicações de gestão da ecologia do medo, teoria e práticas de conservação raramente foram vinculadas. Muitos desafios na conservação de animais podem ser aliviados ao aproveitar ou compensar ativamente a percepção de risco e o comportamento de evitação de risco nas populações de animais selvagens. A integração da ecologia do medo na prática de conservação e gestão pode contribuir para a recuperação de populações ameaçadas, mitigação de conflitos entre humanos e vida selvagem, gestão de espécies invasivas, manutenção de colheitas sustentáveis e planos de reintrodução de espécies. Aqui, apresentamos uma estrutura aplicada que vincula intervenções de conservação a resultados desejados ao manipular as dinâmicas da ecologia do medo. Discutimos como reduzir ou amplificar o medo em animais selvagens manipulando a estrutura do habitat, estímulos sensoriais, experiência animal (exposição anterior ao risco) e compensações de segurança alimentar para alcançar os objetivos de gestão. Mudar a tomada de decisão otimizada dos indivíduos em populações geridas pode, então, avançar os objetivos de conservação ao moldar a distribuição espaço-temporal dos animais, alterando as taxas de predação e alterando os efeitos do risco que se escalam até consequências demográficas. Também delineamos direções futuras para pesquisas aplicadas sobre a ecologia do medo que informarão melhor as práticas de conservação. Nossa estrutura pode ajudar cientistas e profissionais a antecipar e mitigar consequências não intencionais das decisões de gestão, e destacar novas alavancas para estratégias de conservação de múltiplas espécies que promovem a coexistência entre humanos e vida selvagem.
Gaynor et al. (Wed,) estudaram essa questão.