A partir de 15 de março de 2022, a Península Ibérica, assim como a Europa Central, foi afetada pelo transporte de poeira do deserto do Saara originada do Norte da África. Apesar de ser um fenômeno relativamente frequente nesta época do ano, esta intrusão foi a mais intensa desde que existem registros na rede europeia EARLINET para este local. O transporte de partículas do deserto do Saara foi monitorado no Observatório de Ciências Atmosféricas de Évora (EVASO) do Instituto de Ciências da Terra (ICT), na Universidade de Évora. A nuvem foi transportada em baixa altitude, sendo detectada na superfície, em Évora, na manhã de 15 de março de 2022, persistindo sobre a cidade até o final da manhã de 17 de março. O índice de qualidade do ar durante este período foi classificado como ruim, indicando o nível mais sério de poluição. O efeito dessas partículas era visível a olho nu, manifestando-se na cor e opacidade do céu, deposição em superfícies, “chuva de lama” e amanheceres e entardeceres notavelmente vibrantes.
Bortoli et al. (Qui,) estudaram esta questão.