Este estudo examinou a redução de vogais como um correlato para a atribuição de acentuação em falantes nativos (L1) e não nativos (L2) do inglês americano (AE) através de uma tarefa de leitura de palavras. Em palavras trisílabas, os falantes L1 reduziram vogais não acentuadas mais em duração do que os falantes L2, confirmando previsões sobre a redução temporal de vogais. Embora os picos de pitch F0 e a qualidade das vogais não tenham diferido significativamente entre os grupos, a intensidade e as características espectrais das vogais reduzidas em inglês revelaram distinções-chave. Ambos os grupos usaram maior intensidade para vogais acentuadas, sugerindo que a intensidade média é um indicador de acentuação. No entanto, os falantes L2 produziram intensidades médias geralmente mais altas em vogais acentuadas, indicando uma dependência de correlatos fonéticos não nativos para se aproximar de padrões de acentuação nativos. Análises espectrais mostraram que os falantes L2 não reduziram as vogais de forma tão estreita no espaço F1-F2 como os falantes L1, provavelmente devido à influência de sua língua nativa (português brasileiro), que não apresenta redução espectral. Essa realização espectral mais ampla sugere um sistema acústico L1-L2 mesclado em bilíngues, onde vogais reduzidas podem se sobrepor a categorias de vogais plenas. Esses achados apoiam a visão de que falantes L2 podem alcançar alvos fonológicos usando diferentes estratégias acústicas e destacam a intensidade e os correlatos espectrais como fortes correlatos acústicos para a acentuação, em vez de F0, na sinalização da acentuação em produções de L1 e L2 do AE.
Silveira et al. (Terç,) estudaram essa questão.
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