A anorexia nervosa (AN) apresenta a maior taxa de mortalidade entre os distúrbios psiquiátricos, com taxas de recaída de 30-50% após a restauração do peso. A persistência da condição, apesar da re-nutrição agressiva, permanece inexplicada. Monteleone et al. (2015) demonstraram que as respostas endocanabinoides à alimentação hedônica permanecem anormais em pacientes com AN restaurados de peso, indicando que a interrupção fisiológica perdura além do déficit calórico. Este artigo aplica a estrutura do computador bioquímico (Craddock, 2026a; 2026b) para propor que a AN representa um modo de programa preso no qual o organismo Candida albicans bloqueou o comportamento alimentar do hospedeiro em uma fase de restrição de substrato através da modulação sustentada do tom endocanabinoide, da disponibilidade de precursores de serotonina e dos sinais de saciedade. A fase de restrição serve aos requisitos do programa do organismo para condições metabólicas específicas, mas o sinal de transição para retomar a alimentação normal não chega. A estrutura resolve o problema da persistência, explica a predominância feminina de início puberal através da sensibilidade documentada do organismo ao estrogênio e ao hormônio luteinizante, e gera previsões testáveis ligando a densidade de colonização do organismo à gravidade da interrupção endocanabinoide e à resposta ao tratamento. O efeito líquido é diretamente dependente da densidade de colonização.
Jim Craddock (Ter,) estudou esta questão.