Materiais bioativos à base de polissacarídeos emergiram como plataformas versáteis e biocompatíveis na interseção de farmácia, biomedicina e engenharia, oferecendo soluções inovadoras para doenças complexas como o diabetes. Nesta revisão abrangente, discutimos o design translacional de biomateriais à base de polissacarídeos (abrangendo sistemas inteligentes de liberação de medicamentos, estruturas 3D e hidrogéis injetáveis), elucidamos suas percepções mecanicistas em contextos terapêuticos e avaliamos suas perspectivas clínicas, com especial foco na gestão do diabetes. Evidências de estudos recentes indicam que os transportadores de polissacarídeos podem permitir a liberação controlada e responsiva a estímulos de agentes antidiabéticos (por exemplo, insulina, análogos do GLP-1), melhorar abordagens de engenharia de tecidos para cicatrização de feridas diabéticas e transplante de ilhas pancreáticas, e até exercer efeitos anti-hiperglicêmicos diretos modulando vias biológicas. Mecanicamente, esses polímeros podem imitar funções da matriz extracelular, promover adesão celular e angiogênese, modular respostas imunes e responder a gatilhos fisiológicos (como glicose ou pH) para liberar terapias sob demanda. Clinicamente, hidrogéis à base de polissacarídeos (por exemplo, curativos de alginato e ácido hialurônico) já estão em uso ou em testes para feridas crônicas, e terapias com células encapsuladas estão sendo exploradas para melhorar o controle glicêmico sem imunossupressão. A pesquisa interdisciplinar em andamento e numerosos estudos clínicos ressaltam o potencial translacional desses materiais bioativos em melhorar os resultados para o diabetes e complicações relacionadas. A perspectiva futura é otimista, pois os biomateriais à base de polissacarídeos continuam a avançar em direção a uma medicina mais inteligente e personalizada, fechando a lacuna do laboratório para a clínica.
Ikrar et al. (Sex,) estudaram esta questão.