Resumo As experiências positivas na infância (EPI) representam um caminho promissor, embora pouco estudado, para a resiliência e funcionamento adaptativo na adolescência. A autorregulação, uma habilidade crítica para o controle emocional e comportamental, pode ser cultivada por meio das EPI ao promover a conexão social e a esperança disposicional — fatores teorizados para promover uma coping voltada para o futuro. Este estudo teve como objetivo examinar o papel mediador da esperança e da conexão social na relação entre EPI e o sucesso e fracasso da autorregulação na adolescência. Uma pesquisa transversal com 343 adolescentes (com idade entre 15 e 17 anos) matriculados em escolas secundárias da Turquia, avaliou as EPI, autorregulação, conexão social e esperança disposicional. Variáveis demográficas, incluindo gênero, série, status socioeconômico percebido e desempenho acadêmico, foram controladas nas análises. Análises de mediação serial usando o macro PROCESS de Hayes (Modelo 6, 5.000 bootstraps) revelaram que as EPI previram significativamente o sucesso da autorregulação através da esperança, mas não por meio da conexão social. O efeito indireto total foi significativo (b = 0,288, IC 95% 0,207, 0,376), com a esperança emergindo como um forte preditor do sucesso da autorregulação (b = 0,462, p < 0,001), enquanto a conexão social não foi significativa (b = 0,017, p = 0,647). O modelo explicou 43% da variância no sucesso da autorregulação. Em contraste, nem a esperança (b = 0,055, p = 0,096) nem a conexão social (b = 0,039, p = 0,250) mediaram a relação entre EPI e fracasso da autorregulação, com o modelo explicando apenas 8,4% da variância. Esses achados destacam a esperança como o principal mecanismo pelo qual as EPI aprimoram a capacidade autorregulatória dos adolescentes. Intervenções que visam o desenvolvimento da esperança podem efetivamente fortalecer a ligação entre experiências positivas e o sucesso na autorregulação em adolescentes.
Bayar et al. (Sex,) estudaram essa questão.