Este artigo examina como os conflitos emocionais influenciam a responsabilidade social nas obras Rei Lear e Hamlet de Shakespeare, focando em como as lutas internas dos personagens afetam sua capacidade de agir moral e politicamente. Usando um método qualitativo, textual e comparativo, analisa momentos dramáticos-chave para explorar expressões de luto, raiva, indecisão e ansiedade moral. As descobertas sugerem que a desregulação emocional em Rei Lear e a ambivalência emocional contínua em Hamlet dificultam a liderança responsável e o comportamento ético. O excesso emocional de Lear desestabiliza sistemas familiares e políticos, enquanto a hesitação de Hamlet atrasa a justiça e aumenta o caos. O estudo argumenta que Shakespeare vê a tragédia como resultante de um desequilíbrio entre a vida emocional e as obrigações éticas, sublinhando a necessidade de autocontrole emocional para a estabilidade social. Ao situar as lutas psicológicas pessoais dentro de contextos sociais e políticos mais amplos, esta pesquisa avança a erudição shakespeareana e discussões interdisciplinares sobre inteligência emocional, responsabilidade moral e liderança. Demonstra que a tragédia da early modernidade permanece altamente relevante para questões contemporâneas de governança e ética.
Sra. Bhagwat Kushawarta Shivnath (2026) estudou esta questão.
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