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Maggi, uma marca de macarrão instantâneo introduzida na Índia no final dos anos 1980 pela Nestlé, não é apenas um lanche popular, mas a comida reconfortante favorita de toda uma geração de jovens indianos urbanos. Qual é o segredo do sucesso da Maggi? E o que isso nos diz sobre gosto e desejo em uma economia de consumo em uma sociedade profundamente desigual? À primeira vista, o rápido aumento do consumo de tais "alimentos industriais" parece ser uma história familiar sobre a mercantilização das dietas pelas corporações multinacionais. No entanto, este artigo mostra que o sucesso do capitalismo global não é uma conclusão garantida quando se depara com a política nacionalista. Ao mesmo tempo, a popularidade dos alimentos processados é uma forma de "cidadania do consumidor", já que pessoas de baixa renda e de castas inferiores, que enfrentam discriminação, em parte devido às suas práticas alimentares, aspiram a consumir mercadorias fetichizadas que lhes permitem pertencer ao mundo moderno e afluente. E, para os jovens, o macarrão instantâneo fala ao seu desejo de autonomia e diversão, desafiando as relações de poder na família patriarcal. Este artigo mostra como os macarrões Maggi são um dispositivo útil para entender como os alimentos industriais transformam o caldo fervente das relações sociais que compõem a paisagem cultural da Índia.
Amita Baviskar (Mon,) estudou essa questão.
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