Compreender como os plásticos se degradam e fragmentam, liberando microplásticos, nanoplásticos e carbono orgânico dissolvido (COD), é fundamental para a avaliação de seus riscos. Este estudo avalia o envelhecimento hidrolítico abiótico de pós poliméricos (40-700 μm) sob condições estabelecidas pela diretriz da OECD e em água do mar simulada de 4 a 65 °C (envelhecimento acelerado) por 10, 100 e até 365 dias. Foram examinadas escisão da cadeia, recristalização, fragmentação e dissolução de microplásticos para poliamida-6 (PA-6), poliuretano termoplástico (TPU), polipropileno (PP), polietileno de baixa densidade (LDPE) e ácido polilático (PLA). Microplásticos (1-190 μm) formaram-se principalmente por fissuras superficiais, enquanto nanoplásticos (0,01-1 μm) resultaram do encolhimento e erosão das partículas. A química do polímero influenciou fortemente os padrões de liberação, com degradação total e liberação na ordem LDPE < TPU < PA-6 < PLA; o PP estabilizado apresentou o menor índice, conforme esperado. TPU e LDPE sofreram hidrólise limitada, mas modificações termo-oxidativas mensuráveis. PA-6 e PLA foram ambos suscetíveis à degradação sob altas temperaturas e pH específico, porém apresentaram comportamentos distintos: PLA exibiu dissolução significativa em massa, produzindo diversas espécies de COD ao longo do tempo, enquanto PA-6 liberou um pool menor e temporalmente estável de COD; ambos os polímeros se fragmentaram. De modo geral, a hidrólise abiótica promove processos interligados de fragmentação e dissolução, com dinâmicas de liberação dependentes do tipo de polímero e condições ambientais. Os dados resultantes apoiam a modelagem mecanicista da fragmentação de microplásticos.
Schmidt et al. (Ter,) estudaram esta questão.