A relação entre desenvolvimento econômico e degradação ambiental no Brasil foi estudada no período de 1970 a 2022, utilizando a pegada ecológica (PE) como um indicador ambiental. Existe uma contribuição para a literatura científica aqui, pois a energia de biomassa (BIO) foi separada de outros tipos de fontes de energia renovável, e a rigidez da política ambiental (EPS) e a depleção de energia (END) foram analisadas simultaneamente em seus impactos conjuntos sobre a PE no Brasil. Nesta pesquisa, quatro hipóteses foram formuladas para as relações entre: PIB, BIO, EPS, RE e END com a PE. O método ARDL foi utilizado nesta análise devido aos diferentes ordens de integração para algumas das variáveis e limitações no tamanho da amostra, ambos tornando técnicas de cointegração alternativas inadequadas. Todas as quatro hipóteses foram apoiadas nas estimativas empíricas deste estudo. A longo prazo, aumentos no PIB resultarão em um aumento da PE, diminuições em BIO e EPS levarão a uma diminuição da PE, e não existe uma relação de longo prazo entre RE e PE. No entanto, RE tem um efeito rebote de curto prazo. Aumentos em END aumentarão a PE, indicando os custos ambientais associados à extração e consumo de recursos não renováveis. O termo de correção de erro estatisticamente significativo também apoia a ideia de que haverá um ajuste rápido em direção ao equilíbrio de longo prazo. As implicações desses resultados sugerem que o Brasil continua a operar dentro de um estágio de crescimento impulsionado principalmente pela escala em vez da intensidade, no entanto, a energia de biomassa bem regulamentada e regulamentações ambientais rigorosas oferecem um caminho para alcançar o desacoplamento em alinhamento com o ODS 13 e o ODS 15.
Ajaj et al. (Qui,) estudaram esta questão.