Better Never to Have Been (2006) de David Benatar apresenta uma visão que ficou conhecida como antinatalismo: a afirmação de que é sempre errado ter filhos, porque a vida é ruim, a morte é ruim e a única maneira de evitar ambos é nunca ter sido trazido à existência. Benatar argumenta que seu pessimismo de dois canos - ou "bipolar" - não se limita aos humanos, mas se aplica igualmente a todos os seres sencientes. No entanto, essa extensão tende a produzir confusão teórica. A visão anti-reprodutiva exposta no livro é coerente como uma forma de antinatalismo humano, mas as próprias ressalvas de Benatar impedem que ela se desenvolva no sentiocentrismo radical que parece prometer.
Matti Häyry (qui,) estudou essa questão.