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Milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de dor lombar e incapacidade associada à degeneração do disco intervertebral (IVD). A degeneração do IVD está altamente correlacionada com o envelhecimento, à medida que o núcleo pulposo (NP) desidrata e as fissuras do anel fibroso (AF) se formam, o que resulta frequentemente em hérnia do disco intervertebral ou colapso do espaço discal e sintomas clínicos relacionados. Atualmente, as opções disponíveis para tratar a degeneração do disco intervertebral são o controle dos sintomas com modalidades de terapia e/ou medicação e/ou ressecação cirúrgica do IVD com ou sem fusão espinhal. Assim, existe uma demanda clínica urgente por tratamentos modificadores de doença mais eficazes para esse distúrbio ubíquo, ao invés dos paradigmas atuais focados apenas no controle dos sintomas. Hidrogéis são biomateriais únicos que possuem uma variedade de qualidades distintas, incluindo (mas não se limitando a) biocompatibilidade, características mecânicas altamente ajustáveis e, mais importante, a capacidade de absorver e reter água de uma maneira semelhante à do tecido nativo do núcleo pulposo humano. Nos últimos anos, vários hidrogéis foram investigados in vitro e in vivo para a reparação de discos intervertebrais, alguns dos quais estão prontos para testes clínicos. Nesta revisão, resumimos as últimas descobertas e desenvolvimentos na aplicação da tecnologia de hidrogéis para a reparação e regeneração de discos intervertebrais.
Desai et al. (Mon,) estudaram essa questão.