Processos de tratamento inadequados em estações de tratamento de esgoto convencionais levaram a um acúmulo de disruptores endócrinos (EDs), incluindo bisfenol A (BPA) no meio ambiente, que podem causar efeitos prejudiciais à saúde mesmo em concentrações de traço. Em resposta a isso, medidas regulatórias foram implementadas, culminando em uma proibição abrangente. No entanto, a contaminação ambiental e os riscos à saúde associados persistem devido à estabilidade do composto e ao seu uso disseminado. Para enfrentar esses desafios, foram desenvolvidos materiais adsorvedores com base em carvão ativado como "filtros policiais" e testados em um sistema de reator de leito fluidizado (FBR). Em contraste com outros estudos, os materiais apresentados demonstraram considerável eficiência de adsorção de BPA em concentrações de traço relevantes para o meio ambiente para manter a concentração de saída abaixo de 2,5 ppb (limite da EFSA para BPA na água). Eles podem ser regenerados com perdas de desempenho aceitáveis, permitindo o uso repetido e reduzindo o consumo de material. A abordagem integrada, combinando regeneração do adsorvente com quantificação precisa, representa uma solução sustentável, econômica e escalável para a remoção de BPA da água. Além disso, várias estratégias para a recuperação e regeneração de dimetilsulfóxido (DMSO) contaminado por BPA foram exploradas, com o objetivo de estabelecer um sistema circular no qual produtos intermediários e finais chave possam ser reintroduzidos nas cadeias de valor industrial e econômica.
Schulz et al. (Fri,) estudaram esta questão.