A imagem SPECT com 99mTc-sestamibi é um ponto final substituto válido para o tamanho do infarto em ensaios de terapia de reperfusão?
A imagem SPECT com 99mTc-sestamibi é um ponto final substituto válido para o tamanho do infarto em estudos piloto iniciais e de variação de doses de terapia de reperfusão.
FUNDAMENTO: O uso da mortalidade como um ponto final em ensaios randomizados de terapia de reperfusão requer tamanhos de amostra cada vez maiores para testar avanços em comparação com a terapia existente, que já é altamente eficaz. Tem havido um crescente interesse nas medições do tamanho do infarto por SPECT (tomografia computadorizada por emissão de fóton único) com (99m)Tc-sestamibi como um ponto final substituto. MÉTODOS E RESULTADOS: Revisamos os relatos publicados em inglês sobre medições do tamanho do infarto com (99m)Tc-sestamibi. Quatro linhas distintas de evidências publicadas apoiam a validade da imagem SPECT com (99m)Tc-sestamibi para determinação do tamanho do infarto. Este ponto final foi utilizado em um total de 7 ensaios randomizados - 1 centro único e 6 multicentros. O ponto final compara favoravelmente com a função ventricular esquerda e medições do tamanho do infarto com o uso de outros radiofármacos. A limitação mais importante dessa abordagem é a ausência até agora de um ensaio randomizado que tenha mostrado uma diminuição correspondente na mortalidade em associação com uma terapia que reduza o tamanho do infarto. CONCLUSÕES: A imagem SPECT com (99m)Tc-sestamibi é a melhor ferramenta de medição disponível para o tamanho do infarto. Já serviu como um ponto final em estudos piloto iniciais para avaliar a eficácia potencial e em estudos de variação de doses. Tem o potencial de servir como um ponto final substituto para revelar as vantagens de novas terapias que podem ser equivalentes às terapias existentes em relação à mortalidade precoce.
Gibbons et al. (Tue,) estudaram esta questão.