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Neste artigo, discutimos as complexidades da transcrição de entrevistas. Embora frequentemente vista como uma tarefa nos bastidores, sugerimos que a transcrição é um ato poderoso de representação. A transcrição é praticada de várias maneiras, muitas vezes utilizando o naturalismo, no qual cada pronúncia é capturada com o máximo de detalhes possível, e/ou denaturalismo, no qual a gramática é corrigida, ruídos da entrevista (por exemplo, gagueiras, pausas, etc.) são removidos e sotaques não padronizados (ou seja, não majoritários) são padronizados. Neste artigo, discutimos as restrições e oportunidades de nossas decisões de transcrição e apontamos para um passo intermediário e reflexivo. Sugerimos que os pesquisadores incorporem a reflexão em seu design de pesquisa interrogando suas decisões de transcrição e o possível impacto que essas decisões podem ter sobre os participantes e os resultados da pesquisa.
Oliver et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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