Processos de excitação multiphotônica (MPE) permitem fluorescência confinada em três dimensões com redução do fundo, além de melhorar o contraste da imagem e a relação sinal-ruído. No entanto, a MPE enfrenta grandes limitações tecnológicas derivadas da necessidade de altas intensidades de luz em longas comprimentos de onda de excitação. Para contornar esses desafios, propomos aqui uma estratégia molecular que reproduz respostas não lineares semelhantes à multiphotônica usando apenas excitações sequenciais de um fóton (1PE). Um díade (2for1), consistindo no fluoróforo acedan covalentemente conectado a um fotoswitch spironafthopirano, mostra uma dependência quadrática da intensidade de emissão em relação à intensidade de excitação, emulando assim um comportamento de absorção de dois fótons. A incorporação de um fotocage BODIPY a esta construção resulta em um triade (3for1) que gera uma resposta de fluorescência não linear ainda mais forte. Esses achados abrem caminho para 1PE sequencial como uma abordagem prática para capitalizar os benefícios da fluorescência não linear, evitando as limitações inerentes da MPE simultânea.
Oh et al. (Qui,) estudaram esta questão.