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A tecnologia digital tornou-se um aspecto integral das cidades contemporâneas, especialmente com o surgimento de iniciativas de cidades inteligentes. Nas últimas duas décadas, pesquisadores e praticantes têm estudado o potencial de grandes telas públicas, também conhecidas como telas urbanas, na transformação de espaços públicos e na formação da experiência urbana. Este artigo contribui para o debate ao discutir as telas urbanas em sua entrelaçamento com a produção do espaço capitalista. Propõe um modelo conceitual para explicar como diferentes atores, incluindo proprietários de imóveis, proprietários de telas públicas e detentores de marcas, colaboram para realizar a renda de monopólio de classe (CRM), usando Times Square como estudo de caso. O artigo também discute os desafios associados às telas urbanas apresentando o gasômetro Nightscreen na Alemanha, a Federation Square na Austrália e o Ituita no Brasil. A natureza exploratória do artigo convida a uma pesquisa mais aprofundada para compreender melhor as telas urbanas como elementos contestados na produção de cidades justas.
Lorena Melgaço (Sex,) estudou esta questão.