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Um mecanismo de captação de gotículas e outros mecanismos foram sugeridos para a ionização de biomoléculas como peptídeos e proteínas pela ionização eletrospray de desorção. Para verificar essa hipótese, a análise de partículas por Doppler de fase foi utilizada para estudar os tamanhos e velocidades das gotículas envolvidas na DESI. Foi encontrado que as gotículas em impacto geralmente têm velocidades de 120 m/s e diâmetros médios de 2-4 micrômetros. Pequenas diferenças na construção do pulverizador influenciam as condições operacionais nas quais gotículas dessas dimensões são produzidas. Nessas condições, a energia cinética por molécula de água em impacto é inferior a 0,6 meV, e a desintegração por transferência de momento durante colisões ou ionização por outros processos eletrônicos é improvável. As gotículas chegam à superfície com velocidades bem abaixo da velocidade do som em materiais comuns, excluindo assim a possibilidade de ionização pela formação de onda de choque. Algumas gotículas parecem rolar ao longo da superfície, aumentando o tempo de contato e presumivelmente a quantidade de material que é absorvido nas gotículas durante condições típicas do experimento DESI.
Venter et al. (Quarta-feira) estudaram esta questão.