Resumo Romanos 6:1–14 é um exemplar denso da teologia apocalíptica de Paulo que desafiou muitos intérpretes. Mas desdobrar a teologia de Paulo neste texto é apenas metade da história. Paulo emprega sua estrutura apocalíptica cristã para reconceitualizar a agência moral, reformulada em conexão com Cristo em sua morte e ressurreição. A participação em Cristo cria um novo “eu-em-relação” cuja identidade é constituída e sustentada por uma conexão contínua com Cristo. Para Paulo, a morte e ressurreição de Jesus fornecem o esboço da vida cristã, a forma de raciocínio moral cristão e as motivações para a ação moral. Este novo impulso moral não é simplesmente um novo código moral ou um novo conjunto de motivações, mas centra-se no triunfo apocalíptico de Deus sobre as forças do Pecado e da Morte, que cria um novo eu moral conectado a Cristo em sua vitória sobre os poderes em sua morte obediente e ressurreição triunfante. Isso caracteriza a formulação apocalíptica de Paulo sobre a identidade moral e a agência moral redimida.
J. de Waal Dryden (Qui,) estudou essa questão.