Este artigo oferece uma análise de observador participante do Sínodo sobre Sinodalidade através da estrutura interpretativa da doutrina social católica (DSC), focando nos temas inter-relacionados da dignidade humana, subsidiariedade e a participação das mulheres. A partir da participação da autora nas etapas local, continental e universal do Sínodo, o estudo demonstra como padrões de nomeação, visibilidade e alocação de papel de gênero moldaram as possibilidades de influência substancial das mulheres dentro dos processos sinodais. Uma leitura cuidadosa dos principais documentos do Sínodo revela que a DSC foi apenas marginalmente envolvida e que o princípio da subsidiariedade foi, em última análise, ofuscado pela linguagem menos normativamente precisa de "co-responsabilidade diferenciada". Esta mudança conceitual, combinada com assimetrias estruturais persistentes, limita a capacidade da Igreja de reconciliar sua doutrina social sobre a dignidade humana igualitária com as experiências vividas das mulheres dentro da vida eclesial. O artigo utiliza uma positividade imaginativa—considerando as potenciais contribuições da autora como especialista teológica e como membro votante—para explorar como a participação mais plena das mulheres em ministérios interpretativos e decisórios poderia fortalecer o discernimento e a governança sinodais. A conclusão identifica caminhos para pesquisas adicionais sobre a integração da DSC de forma mais robusta nas estruturas sinodais, processos e no desenvolvimento do ensino, aprimorando assim a credibilidade da Igreja em abordar sua missão.
Sandie Cornish (Qui,) estudou esta questão.