ANTECEDENTES: Os distúrbios alimentares e a alimentação consciente são pouco estudados entre atletas com deficiências; esclarecer sua interação pode informar estratégias de prevenção potenciais. Este estudo examinou a relação entre distúrbios alimentares e alimentação consciente em atletas de diferentes sexos e status de habilidade, abordando a pesquisa limitada em populações com deficiência. MÉTODOS: Neste estudo transversal, 140 atletas turcos (70 com deficiências físicas; 70 sem) completaram o Questionário de Exame de Transtorno Alimentar e o Questionário de Alimentação Consciente de 30 itens. As diferenças entre grupos, correlações de Pearson e regressão linear múltipla foram calculadas. RESULTADOS: Os escores globais de distúrbios alimentares e alimentação consciente não diferiram por status de deficiência ou sexo. Atletas com deficiências relataram menor Alimentação Emocional (17,6 ± 4,7 vs. 19,4 ± 4,5; p = 0,023) e, entre os homens, escores de Mindfulness maiores (16,0 ± 2,6 vs. 14,6 ± 2,7; p = 0,006). A alimentação consciente correlacionou-se inversamente com os distúrbios alimentares em ambos os grupos (com deficiências: r = -0,49, p < 0,001; sem: r = -0,32, p = 0,014) e foi mais forte em mulheres com deficiências (r = -0,76, p < 0,001). Os distúrbios alimentares emergiram como um preditor significativo de menor alimentação consciente (β = -4,66, p < 0,001), explicando 1% de sua variância após controle por idade, sexo, índice de massa corporal e status de deficiência. CONCLUSÕES: A alimentação consciente está inversamente associada aos distúrbios alimentares entre os atletas, com a relação particularmente pronunciada em mulheres com deficiências. Intervenções que cultivam a alimentação consciente podem ser relevantes para o manejo dos distúrbios alimentares no para-esporte.
Özlevent et al. (Mon,) estudaram esta questão.