Durante as décadas de 1960 e 1970, a China sofreu uma série de grandes terremotos. Esses eventos permitiram que a China acumulasse ricas informações sobre terremotos e valiosa experiência em previsão sísmica, apresentando oportunidades promissoras para a cooperação científica com os EUA, que estavam equipados com tecnologias avançadas de coleta e processamento de dados. No entanto, devido à ausência de relações diplomáticas normalizadas, foi um desafio para a China e os EUA estabelecerem colaboração no campo da ciência sísmica. Motivada em grande parte pelo desejo de utilizar os dados sísmicos chineses para pesquisa, a estudante de doutorado do MIT Lucile M. Jones e outros sismólogos americanos buscaram ativamente oportunidades de colaboração com a China, apesar das condições diplomáticas desfavoráveis. Seus esforços eventualmente foram bem-sucedidos após o estabelecimento de relações diplomáticas formais entre os dois países. Embora a cooperação de Jones com a China tenha terminado mais tarde por várias razões, muitos outros sismólogos dos EUA mantiveram colaborações de longo prazo com a China—impulsionados, pelo menos em parte, pela disponibilidade de dados sísmicos. A experiência de Jones demonstra que os dados científicos chineses, como um recurso fundamental de pesquisa, serviram como um incentivo chave para que os cientistas americanos buscassem cooperação com a China. Ao mesmo tempo, seu caso revela uma dinâmica entre essa motivação científica e os obstáculos diplomáticos.
Jingfei ZHANG (Sun) estudou essa questão.