Resumo Biomarcadores sanguíneos estão se tornando rapidamente estabelecidos para o diagnóstico da Doença de Alzheimer (DA). No entanto, há necessidade de ferramentas mais escaláveis para alcançar 99% dos indivíduos com comprometimento cognitivo inicial que não são vistos em serviços de saúde especializados. Um estudo recente validou uma técnica de coleta de sangue capilar para detectar os biomarcadores p-tau217 e GFAP. Aqui, utilizamos nosso estudo de pesquisa PROTECT para mostrar que esses biomarcadores, quando coletados usando testes de punção digital autoadministrados, correlacionam-se bem com biomarcadores de sangue venoso e com cognição e função em 174 pessoas que eram cognitivamente normais ou que tinham comprometimento cognitivo leve ou DA. Eles podem ser usados em combinação com testes cognitivos computadorizados para identificar pessoas com o maior risco de DA. O biomarcador GFAP parece estar associado ao risco vascular, ao contrário do p-tau217. O feedback dos pacientes indica alta aceitabilidade e usabilidade do método de teste capilar, conferindo confiança na viabilidade desta tecnologia. O trabalho sugere que biomarcadores sanguíneos capilares poderiam ser usados para possibilitar a triagem de pessoas com diferentes níveis de risco de DA na prática clínica e para ensaios clínicos, e poderiam ser utilizados fora de ambientes clínicos.
Corbett et al. (Qua,) estudaram essa questão.