CONTEXTO: A idade é um dos fatores de risco não modificáveis mais críticos para acidente vascular cerebral. Com o envelhecimento crescente da população global, espera-se que a incidência de acidente vascular cerebral aumente. As evidências atuais dificultam as decisões de tratamento em relação à Trombectomia Mecânica (MT) em pacientes com mais de 90 anos. O objetivo deste estudo é avaliar a eficácia da MT e os fatores associados ao desfecho em pacientes com 90 anos ou mais. MÉTODOS: Este é um estudo observacional que segue as diretrizes do STROBE. Pacientes com 90 anos ou mais, com escore de mRS pré-acidente vascular cerebral de 0-1, oclusão de grandes vasos proximais, e aqueles que não receberam iv tPA foram incluídos no estudo. Um total de 28 pacientes foi incluído. Para avaliar os desfechos clínicos, o escore de mRS aos 90 dias foi avaliado. Os pacientes foram categorizados em dois grupos: Bom desfecho clínico (mRS 0-2) e Mau desfecho clínico (mRS 3-6). RESULTADOS: A idade média foi de 91,25±1,48 anos. Pacientes do sexo feminino representaram 71,4%. A média dos escores NIHSS foi de 18,71±4,29. A hipertensão foi a comorbidade mais comum. Os níveis de glicose na admissão foram significativamente mais altos no grupo de mau desfecho clínico (p=0,03). O arco aórtico tipo 3 foi significativamente mais frequente no grupo de mau desfecho clínico. A oclusão isolada da MCA foi significativamente mais comum no grupo de bom desfecho clínico (p=0,03). CONCLUSÃO: Nossos achados sugerem que a MT pode ser bem-sucedida em certos pacientes na população nonagenária. Neste estudo, identificamos que o nível de glicose no sangue na admissão, a morfologia do arco aórtico, os vasos ocluídos e o tempo de punção até a recanalização são fatores determinantes para os desfechos clínicos.
Ulaş et al. (Terça,) estudaram esta questão.
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