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OBJETIVO: Examinar a relação entre os ambientes alimentares locais e a obesidade e avaliar a qualidade dos estudos revisados. MÉTODOS: Buscas sistemáticas por palavras-chave identificaram estudos dos EUA e Canadá que avaliaram a relação da obesidade com os ambientes alimentares locais. Aplicamos uma métrica de qualidade baseada no desenho, medição de exposição e desfecho, e análise. RESULTADOS: Identificamos 71 estudos representando 65 coortes. No geral, a qualidade do estudo foi baixa; 60 estudos foram transversais. Associações entre a disponibilidade de pontos de venda de alimentos e obesidade foram predominantemente nulas. Entre as associações não nulas, vimos uma tendência para associações inversas entre a disponibilidade de supermercados e obesidade (22 negativas, 4 positivas, 67 nulas) e associações diretas entre fast food e obesidade (29 positivas, 6 negativas, 71 nulas) em adultos. Observamos associações diretas entre a disponibilidade de fast food e obesidade em crianças de baixa renda (12 positivas, 7 nulas). Índices que incluíam múltiplos pontos de venda de alimentos estavam mais consistentemente associados à obesidade em adultos (18 esperadas, 1 não esperada, 17 nulas). Limitar a estudos de maior qualidade não afetou os resultados. CONCLUSÕES: Apesar do grande número de estudos, encontramos evidências limitadas para associações entre ambientes alimentares locais e obesidade. As associações predominantemente nulas devem ser interpretadas com cautela devido à baixa qualidade dos estudos disponíveis.
Cobb et al. (Sex,) estudaram essa questão.