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A deficiência de ferro (DF) é relativamente comum entre a população idosa, contribuindo substancialmente para a alta prevalência de anemia observada nas últimas décadas de vida, o que, por sua vez, tem importantes implicações tanto na qualidade de vida quanto na sobrevivência. Em indivíduos idosos, a DF é frequentemente multifatorial, ou seja, devido a múltiplas causas concorrentes, incluindo ingestão alimentar ou absorção inadequadas, sangramentos ocultos e medicamentos. Além disso, devido à multimorbidade típica das pessoas idosas, outras condições que levam à anemia frequentemente coexistem e dificultam o diagnóstico de DF. O tratamento da DF também é problemático em idosos, uma vez que a resposta ao ferro oral geralmente é lenta, com uma fração substancial de pacientes apresentando resistência e necessitando de administração intravenosa complicada. Na última década, a descoberta do hormônio regulador do ferro hepcidina revolucionou nossa compreensão da fisiopatologia do ferro. Nesta revisão, revisitamos a DF entre pessoas idosas à luz dos impressionantes avanços recentes no conhecimento da regulação do ferro e discutimos como a hepcidina pode ajudar no diagnóstico e tratamento dessa condição clínica comum.
Busti et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.
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