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Durante o desenvolvimento embrionário, certos tecidos se deslocam para seus destinos por meio de movimentos de espalhamento semelhantes a líquidos. De acordo com a 'hipótese de adesão diferencial', esses movimentos são guiados pelas tensões superficiais dos tecidos geradas pela adesão celular (sigmas), operando da mesma forma que as tensões superficiais fazem no comportamento de espalhamento mútuo de líquidos imiscíveis, entre os quais o líquido de menor tensão superficial é sempre aquele que se espalha sobre seu parceiro. Para realizar um teste físico direto da 'hipótese de adesão diferencial', medimos os sigmas de agregados de cinco tecidos embrionários de frango, usando um aparelho de compressão de placas paralelas especificamente projetado para esse fim, e comparamos os valores medidos com os comportamentos de espalhamento mútuo desses tecidos. Mostramos que agregados de cada um desses tecidos se comportam por um tempo como líquidos elastoviscosos com valores de tensão superficial características. O mesoderma do broto do membro embrionário de frango (sigma = 20,1 dyne/cm) é envolvido pelo epitélio pigmentado (sigma = 12,6 dyne/cm) que, por sua vez, é envolvido pelo coração (sigma = 8,5 dyne/cm) que, por sua vez, é envolvido pelo fígado (sigma = 4,6 dyne/cm) que, por sua vez, é envolvido pela retina neural (sigma = 1,6 dyne/cm). Assim, como previsto, os valores de tensão superficial dos tecidos seguem a sequência precisa necessária para explicar seu comportamento de envolvimento mútuo.
Foty et al. (Quarta-feira) estudaram essa questão.
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