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SEM RÓTULO: Resultados adversos na gravidez associados à significativa morbidade materna e infantil estão aumentando na sociedade ocidental, apesar dos avanços da tecnologia médica. Os fatores de risco atuais são insuficientes para identificar mulheres com maior risco de desenvolver um resultado adverso. Uma tentativa de identificar novos contribuintes para o aumento do risco é justificada. Distúrbios do sono são frequentes durante a gravidez, mas muitas vezes são descartados como irrelevantes. Evidências emergentes indicam que os distúrbios do sono estão associados a resultados de saúde ruins, incluindo doença cardiovascular. O sono perturbado também está vinculado a uma resposta inflamatória aumentada. A inflamação aumentada é proposta como uma via biológica chave através da qual doenças crônicas e resultados adversos na gravidez se desenvolvem. Neste artigo, propomos um modelo e uma hipótese testável de como o sono perturbado nas primeiras 20 semanas de gravidez poderia contribuir para resultados adversos na gravidez, como pré-eclâmpsia, restrição do crescimento intrauterino e parto prematuro, via aumento da inflamação. PÚBLICO-ALVO: Obstetras e Ginecologistas, Médicos de Família. Objetivos de Aprendizagem: Após a conclusão deste artigo, o leitor deve ser capaz de delinear dados que ligam distúrbios do sono a um risco aumentado de alguns distúrbios sistêmicos, recordar características de complicações da gravidez que apoiam a hipótese de que os distúrbios do sono podem estar relacionados a esses resultados na gravidez e resumir a probabilidade e os tipos de distúrbios do sono que são comuns em mulheres grávidas.
Okun et al. (quartas-feiras) estudaram esta questão.