Key points are not available for this paper at this time.
FUNDAMENTAÇÃO: HIV/AIDS e Doença Viral do Ebola (DVE) são epidemias contemporâneas associadas a um estigma social significativo, onde as comunidades afetadas sofrem de rejeição social, violência e diminuição da qualidade de vida. OBJETIVO: Comparar e contrastar o estigma relacionado ao HIV/AIDS e à DVE, e pensar estrategicamente em como as lições aprendidas com o estigma do HIV podem ser aplicadas à epidemia atual da DVE. MÉTODOS: Para identificar artigos relevantes sobre o estigma relacionado ao HIV/AIDS e à DVE, realizamos uma extensa revisão da literatura usando múltiplos motores de busca. O PubMed foi usado para buscar artigos de revistas revisadas por pares relevantes e o Google para fontes online. Também consultamos os sites da Organização Mundial da Saúde (OMS), dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e dos Institutos Nacionais de Saúde para obter informações atualizadas sobre DVE e HIV/AIDS. RESULTADOS: Muitas atitudes e comportamentos estigmatizantes direcionados aos portadores da DVE são notavelmente semelhantes aos dos portadores de HIV/AIDS, mas existem diferenças significativas que merecem discussão. Ambas as doenças são ameaçadoras à vida e não há cura médica. Além disso, a desinformação sobre os grupos afetados e modos de transmissão é disseminada. Ao contrário das pessoas com DVE, populações historicamente criminalizadas e marginalizadas apresentam risco desproporcionalmente maior para infecção por HIV. Além disso, a mortalidade devido à DVE ocorre em um intervalo de tempo mais curto em comparação com HIV/AIDS. CONCLUSÕES: O estigma perturba a qualidade de vida, seja associado à infecção por HIV ou DVE. Ao abordar a DVE, devemos pensar além da resposta terapêutica clínica imediata, para possíveis implicações do HIV no tratamento com soro. Existem preocupações sociais emergentes do estigma associado à infecção por DVE e ao duplo estigma associado à infecção por DVE e HIV. Baseando-se nas lições aprendidas com o HIV, devemos trabalhar para capacitar e mobilizar membros proeminentes da comunidade, aqueles que se recuperaram da doença, e organizações que atuam na base para disseminar informações claras e precisas sobre transmissão e prevenção da DVE, enquanto promovemos a redução do estigma no processo. A longo prazo, educação, prevenção e uma vacina terapêutica serão as soluções ótimas para reduzir o estigma associado à DVE e ao HIV.
Davtyan et al. (2014) estudaram essa questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: