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Quase toda semana traz notícias de outro grande museu europeu concordando em devolver arte saqueada. Desde os anos 2000, nos acostumamos um pouco com as manchetes que descrevem o retorno cerimonial aos proprietários originais de uma pintura saqueada no Holocausto, um processo que levou décadas para se desenvolver e que inicialmente encontrou muita resistência no mundo da arte e nos países onde essa arte era exibida.1 Nos últimos anos, porém, apoiando-se em parte no sucesso percebido da restituição da arte do Holocausto mas também na maior visibilidade e impacto de movimentos sociais nacionais e globais que exigem justiça racial e descolonização institucional, grandes museus internacionais têm sofrido pressão cada vez maior para devolver arte saqueada durante ocupações coloniais. Talvez a campanha mais organizada atualmente seja a campanha para devolver os chamados 'Bronzes de Benin' – uma vasta coleção de vários artefatos saqueados do Reino de Benin (na atual Nigéria) e dispersos por grandes museus internacionais, principalmente o British Museum em Londres, o Museu Etnológico em Berlim, e o Musée du quai Branly em Paris, entre outros. Desde 2020, vários museus se comprometeram a devolver seus acervos dos Bronzes de Benin e restitui-los à Nigéria, onde um grande novo museu está sendo construído para expô-los na Cidade de Benin. Toda essa atividade também reanimou talvez o caso mais famoso de restituição – o movimento para devolver os mármores do Partenon 'Elgin' do British Museum para a Acrópole em Atenas.
Jelena Subotić (Mon,) estudou essa questão.
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