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OBJETIVO: A síndrome de estresse tibial medial (SETM) é uma das lesões por uso excessivo mais comuns entre corredores. Apesar da prevalência dessa lesão, os fatores de risco para o desenvolvimento de SETM permanecem obscuros. O objetivo deste estudo foi avaliar prospectivamente as diferenças na amplitude de movimento passiva, força muscular, distribuições de pressão plantar e cinemática da corrida entre corredores que desenvolveram SETM e aqueles que não desenvolveram. MÉTODOS: Vinte e quatro corredores da Divisão 1 da Associação Nacional de Atletas Universitários participaram deste estudo. Os participantes foram submetidos a um exame clínico documentando a amplitude de movimento passiva e a força muscular nos quadris e tornozelos. A análise da pressão plantar foi utilizada para quantificar os equilíbrios de pressão mediolateral durante a marcha e a captura de movimento em 3D foi usada para quantificar a cinemática da corrida. Os participantes foram acompanhados por um período de 2 anos, durante o qual qualquer corredor que desenvolvesse SETM foi identificado pelo treinador atlético certificado da equipe. RESULTADOS: Os corredores que desenvolveram SETM demonstraram bandas iliotibiais mais tensas (P = 0,046; tamanho do efeito ES = 1,07), abdutores do quadril mais fracos (P = 0,008, ES = 1,51), mais pressão sob o aspecto medial do pé no contato inicial (P = 0,001, ES = 1,97), pé plano (P < 0,001, ES = 3,25) e calcanhar levantado (P = 0,034, ES = 1,30), maior queda pélvica contralateral (P = 0,021, ES = 1,06), e maiores quantidades máximas (P = 0,017, ES = 1,42) e durações (P < 0,001, ES = 2,52) de eversão do retropé durante a fase de apoio. Uma regressão logística (χ = 21,31, P < 0,001) indicou que cada aumento de 1% na duração da eversão aumentou as chances de desenvolvimento de SETM em 1,38 (P = 0,015). CONCLUSÕES: Esses achados demonstram que o desenvolvimento de SETM é multifatorial, com amplitude de movimento passiva, força muscular, distribuições de pressão plantar e cinemática proximal e distal desempenhando todos um papel. Sugerimos que treinadores ou profissionais de medicina esportiva que monitorem corredores para risco de lesões considerem adotar uma avaliação abrangente que inclua todas essas áreas.
Becker et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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