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OBJETIVO: Avaliar o valor e as limitações do eletroencefalograma integrado por amplitude (EEG) usando o monitor de função cerebral (CFM) em comparação com o EEG padrão em neonatos com encefalopatia hipóxica-isquêmica ou suspeitos de convulsões. MÉTODOS: Em 36 neonatos com idade gestacional > ou = 36 semanas, os traços do CFM e do EEG registrados simultaneamente foram analisados offline e classificados de forma independente. Atividade de fundo do CFM: voltagem normal contínua; voltagem normal contínua, ligeiramente descontinuada (DNV); supressão de explosões (BS); voltagem extremamente baixa contínua; traçado plano. Atividade epilética do CFM: atividade epiléptica suspeita, crise única (SS), crises repetitivas (RS), estado de mal epiléptico (SE). Atividade de fundo do EEG: normal, deprimida, baixa voltagem não diferenciada, descontinuidade excessiva, BS, sem atividade. Atividade epilética: unifocal interictal, multifocal interictal, unifocal ictal, multifocal ictal, SE. RESULTADOS: Um total de 33 traços foram adequados para análise. A concordância interobservador na atividade de fundo foi alcançada em 31 casos (kappa = 0,92) para CFM e em 27 casos (kappa = 0,74) para EEG. Houve total concordância na atividade ictal do CFM (RS, SS ou SE) e na atividade ictal do EEG. Um CFM normal (voltagem normal contínua) correspondeu a um EEG normal ou deprimido em 90% dos casos. O valor preditivo positivo para um CFM severamente anormal (BS, voltagem extremamente baixa contínua, traçado plano) corresponder a um EEG severamente anormal (descontinuidade excessiva, BS, baixa voltagem não diferenciada, sem atividade) foi de 100% (valor preditivo negativo, 80%; sensibilidade, 76%; especificidade, 100%). DNV (10) no CFM correspondeu a depressão (6) ou descontinuidade excessiva (4) no EEG. Atividade ictal no EEG correspondeu a SS, RS ou SE no CFM em 8 casos (sensibilidade, 80%; especificidade, 100%; valor preditivo positivo, 100%; valor preditivo negativo, 92%). CONCLUSÃO: O CFM é uma ferramenta confiável para monitorar padrões de fundo (especialmente normais e severamente anormais) e atividade ictal. Certas descargas de crise focais, de baixa amplitude e com períodos muito curtos podem ser perdidas. Recomendamos usar o CFM como dispositivo de monitoramento e realizar EEG padrão intermitente sempre que houver alguma dúvida sobre a classificação do CFM (ou seja, padrão DNV ou atividade epiléptica suspeita).
Toet et al. (Quarta-feira) estudaram essa questão.