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OBJETIVO: A interrupção do sono é prevalente em pacientes com câncer e sobreviventes, mas a prevalência da insônia, um transtorno do sono angustiante, nessas populações ainda não foi determinada em estudos de larga escala. PACIENTES E MÉTODOS: Um total de 823 pacientes com câncer recebendo quimioterapia (idade média, 58 anos; 597 pacientes do sexo feminino) relataram dificuldades de sono em um estudo prospectivo. RESULTADOS: Durante o dia 7 do ciclo 1 da quimioterapia, 36,6% (n = 301) dos pacientes com câncer relataram sintomas de insônia, e 43% (n = 362) atenderam aos critérios de diagnóstico para o síndrome de insônia. Pacientes com câncer com menos de 58 anos tinham significativamente mais probabilidade de experimentar sintomas de insônia ou síndrome de insônia (chi(2) = 13,6; P = .0002). Pacientes com câncer de mama apresentaram o maior número de queixas gerais de insônia. Uma associação positiva significativa foi encontrada entre sintomas de insônia durante os ciclos 1 e 2 da quimioterapia (phi = .62, P < .0001), mostrando a persistência da insônia durante os dois primeiros ciclos de quimioterapia. Sessenta por cento da amostra de pacientes relataram que seus sintomas de insônia permaneceram inalterados do ciclo 1 para o ciclo 2. Aqueles com queixas de insônia tinham significativamente mais depressão e fadiga do que bons dormidores (todos P < .0001). CONCLUSÃO: As proporções de pacientes com câncer nesta amostra que relataram sintomas de insônia e atenderam aos critérios de diagnóstico para síndrome de insônia durante a quimioterapia são aproximadamente três vezes maiores do que as proporções relatadas na população geral. As queixas de insônia persistem durante o segundo ciclo de quimioterapia para a maioria dos pacientes com câncer neste estudo. A insônia é prevalente, subestimada, mal gerenciada e pouco estudada entre os pacientes com câncer que recebem quimioterapia.
Palesh et al. (Terça-feira,) estudaram essa questão.
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