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A amamentação, um aspecto essencial do cuidado infantil, ganhou reconhecimento além de seus benefícios imediatos à saúde, revelando um impacto profundo e duradouro na saúde das mulheres. Pesquisas emergentes descobriram uma relação convincente entre a amamentação e seu papel duradouro na redução do risco de câncer de ovário. Esta revisão narrativa tem como objetivo examinar de maneira abrangente o impacto vitalício da amamentação na prevenção do câncer de ovário, transcendendo a infância e explorando os mecanismos e implicações para a saúde das mulheres. Evidências epidemiológicas demonstram consistentemente uma associação inversa entre amamentação e risco de câncer de ovário. Durações prolongadas de amamentação correlacionam-se com uma redução significativa na probabilidade de desenvolver malignidades ovarianas, sublinhando a influência protetora da lactação sustentada. Os mecanismos subjacentes ao impacto da amamentação na prevenção do câncer de ovário envolvem modulação hormonal e alterações celulares. A amamentação contribui para a redução dos ciclos ovulatórios e da exposição ao estrogênio, mitigando influências hormonais ligadas ao desenvolvimento do câncer de ovário. Além disso, as alterações celulares induzidas pela amamentação dentro do microambiente ovariano criam um ambiente menos propício a transformações malignas. Em conclusão, este artigo consolida evidências que demonstram o impacto duradouro da amamentação na redução do risco de câncer de ovário. Enfatiza a necessidade de pesquisas contínuas, intervenções de apoio e engajamento social para promover práticas de amamentação. Abraçar a amamentação não só proporciona benefícios imediatos à saúde, mas também representa uma estratégia formidável na prevenção do câncer de ovário ao longo da vida, oferecendo um caminho promissor em direção a uma melhor saúde e bem-estar das mulheres.
Obeagu et al. (2024) estudaram essa questão.