Key points are not available for this paper at this time.
O estresse parental e os problemas de comportamento das crianças têm sido frequentemente associados, com relações bidirecionais que se estendem da primeira infância à adolescência. No entanto, essa associação não foi bem estudada na infância ou na fase de bebê, e mediadores prospectivos não foram explorados de forma abrangente. Este estudo longitudinal e prospectivo utilizou dois modelos transacionais para examinar relações bidirecionais entre estresse parental e problemas de comportamento das crianças e explorar o conflito familiar percebido e o apoio parental como potenciais mediadores. Os dados foram retirados do Estudo de Experiências de Família e Criança do Early Head Start, onde 835 pares de pais e filhos foram avaliados aos 1, 2 e 3 anos. O estresse parental e os problemas de comportamento foram medidos em todos os 3 momentos, enquanto o conflito familiar e o apoio parental observado foram medidos aos 2 e 3 anos. Os resultados indicaram que o estresse parental e os problemas de comportamento das crianças eram relativamente estáveis ao longo do tempo e tinham associações bidirecionais ou cruzadas. O conflito familiar mediou a relação entre os problemas de comportamento das crianças aos 1 ano e o estresse parental aos 3 anos, enquanto o apoio parental mediou a relação entre o estresse parental aos 1 ano e os problemas de comportamento aos 3 anos, sugerindo efeitos tanto da "criança" quanto do "pai" que funcionam por meio de dois mecanismos diferentes. Essas descobertas sugerem que programas de prevenção precoce devem focar tanto no comportamento das crianças quanto no estresse parental no primeiro ano e trabalhar para reduzir o conflito familiar e aumentar o apoio parental, a fim de interromper esse ciclo negativo. (Registro da Base de Dados PsycINFO (c) 2019 APA, todos os direitos reservados).
Cherry et al. (qui,) estudaram esta questão.