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OBJETIVO: Determinar os efeitos do antagonista do N-metil-D-aspartato (NMDA) amantadina sobre disquinesias associadas à levodopa e flutuações motoras na doença de Parkinson (DP). FUNDO: O bloqueio dos receptores NMDA pode melhorar disquinesias induzidas por levodopa em primatas e pacientes com DP. A amantadina, um agente antiparkinsoniano bem tolerado e modestamente eficaz, foi recentemente descoberta com propriedades antagonistas do NMDA. MÉTODOS: Dezoito pacientes com DP avançada participaram de um estudo cruzado, duplo-cego e controlado por placebo. No final de cada fase de tratamento de 3 semanas, escores de Parkinson e disquinesia foram obtidos durante uma infusão intravenosa de levodopa em estado estacionário. Flutuações motoras e disquinesias também foram documentadas com diários mantidos pelos pacientes e entrevistas da Unified Parkinson's Disease Rating Scale (UPDRS). RESULTADOS: Nos 14 pacientes que completaram este ensaio, a amantadina reduziu a gravidade da disquinesia em 60% (p = 0,001) em comparação com o placebo, sem alterar o efeito antiparkinsoniano da levodopa. Flutuações motoras ocorrendo com o regime oral regular de levodopa dos pacientes também melhoraram segundo a UPDRS e os diários mantidos pelos pacientes. CONCLUSÕES: Esses achados sugerem que a amantadina administrada como adjuvante à levodopa pode melhorar consideravelmente as complicações da resposta motora e apoiar a visão de que a hiperfunção dos receptores NMDA contribui para a patogênese das complicações motoras associadas à levodopa.
Metman et al. (Sex,) estudaram esta questão.