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Nas últimas décadas, evidências se acumularam demonstrando claramente um papel crucial para o sistema nervoso simpático (SNS) e seus neurotransmissores na regulação da inflamação. A primeira parte desta revisão fornece ao leitor uma visão geral mostrando que a interação do SNS com o sistema imunológico para controlar a inflamação é fortemente dependente do contexto (por exemplo, dependendo do estado de ativação da célula imunológica ou da concentração de neurotransmissores). Na segunda parte, focamos na artrite autoimune como um exemplo bem investigado de inflamação controlada simpaticamente para mostrar que o SNS e as catecolaminas desempenham um papel diferencial dependendo do ponto temporal da doença em andamento. Um modelo será desenvolvido para explicar os efeitos pró-inflamatórios do SNS na fase inicial e os efeitos anti-inflamatórios das catecolaminas na fase posterior da artrite autoimune. Na parte final, um quadro conceitual é discutido que mostra que um dos principais propósitos do aumento da atividade do SNS é a nutrição de um sistema imunológico continuamente ativado em nível sistêmico, utilizando combustíveis ricos em energia (glicose, aminoácidos, lipídios), enquanto o desacoplamento da regulação do sistema nervoso central ocorre em locais de inflamação pela repulsão das fibras simpáticas e regulação local dos adrenoceptores. Isso cria zonas de 'inflamação local permitida'. No entanto, se essa 'configuração inflamatória' persistir e for forte, como na autoimunidade, os efeitos são prejudiciais devido ao estado catabólico crônico resultante, levando a caquexia, hipertensão, resistência à insulina e aumento da mortalidade cardiovascular, entre outros. Hoje, o desafio é traduzir esse conhecimento conceitual em benefício clínico.
Pongratz et al. (Qui,) estudaram esta questão.