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Até muito recentemente, os espectrômetros portáteis eram domínio das principais empresas de instrumentos analíticos e de segurança, com analisadores integrados que utilizavam técnicas espectroscópicas desde a fluorescência de raios X (XRF) para análise elementar (metais) até Raman, infravermelho médio e infravermelho próximo (NIR) para análise molecular (principalmente orgânicos). No entanto, os últimos anos testemunharam mudanças rápidas nesse cenário com a introdução da espectroscopia de emissão óptica por plasma induzido por laser (LIBS) portátil, espectroscopia por smartphone com foco em diagnósticos médicos para regiões de baixos recursos, módulos comerciais que diversas empresas podem transformar em produtos, instrumentos de tecnologia hifenizada ou dupla, instrumentos NIR visíveis de ondas curtas de baixo custo vendidos diretamente ao público e, mais recentemente, instrumentos portáteis de imagem hiperespectral. Instrumentos portáteis bem-sucedidos são projetados para fornecer respostas a operadores não cientistas; portanto, seus desenvolvedores investiram recursos substanciais em algoritmos de identificação confiáveis, bibliotecas ou bancos de dados espectroscópicos e calibrações qualitativas e quantitativas. À medida que os instrumentos espectroscópicos se tornam menores e de menor custo, surgiram "módulos", abrindo a possibilidade de serem incorporados a dispositivos de consumo e aparelhos inteligentes, como parte da Internet das Coisas (IOT). Esta revisão descreve as tecnologias utilizadas na espectroscopia portátil, discute suas aplicações, tanto qualitativas quanto quantitativas, e como os desenvolvedores e fornecedores de instrumentos têm abordado o fornecimento de respostas aplicáveis a não cientistas. Ela delineia preocupações sobre dados obtidos por crowdsourcing, especialmente para amostras heterogêneas, e, por fim, contempla o futuro em áreas como a IOT, tecnologias emergentes para instrumentos e instrumentos portáteis hifenizados e hiperespectrais.
Richard A. Crocombe (Thu,) estudou essa questão.