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OBJETIVO: A significância dos estudos de pressão plantar na detecção de locais de ulceracão plantar em pacientes diabéticos foi investigada. DESENHO E MÉTODOS DE PESQUISA: Um total de 97 pacientes diabéticos participaram deste estudo. Dados de histórico e físicos, como histórico de tabagismo, tipo de diabetes, índices tornozelo/braquial e a presença de limiar sensorial protetor, foram coletados. Utilizando o analisador de pressão plantar EMED-SF, variáveis de pressão dinâmica, como pressão pico normalizada da imagem de pressão máxima (MPP), integral pressão-tempo (PTI) e integral força-tempo (FTI), foram medidas em cada pé. A análise estatística incluiu estatísticas descritivas e análises de variância. RESULTADOS: Dos 97 pacientes, 34 não tinham histórico de neuropatia e ulceracão plantar (o grupo de controle diabético DC). Outros 14 pacientes apresentaram neuropatia sem histórico anterior de úlceras plantares (o grupo DN), enquanto o restante dos pacientes tinha histórico de neuropatia periférica com ulceracão plantar (o grupo DU). Houve aumentos significativos nos níveis de MPP (P < 0.004) e PTI (P < 0.0004) no grupo DU quando comparado com o grupo DC, com a maior pressão presente sob as cabeças do 4º e 5º metatarsos. Não houve significância estatística entre os grupos ao comparar os níveis de FTI. CONCLUSÕES: Pacientes neuropáticos apresentam um aumento nas pressões plantares dinâmicas, colocando-os em risco de ulceracão plantar. Instrumentos como o sistema EMED-SF podem ser úteis na detecção de locais possíveis de ulceracões plantares, localizando as áreas de pressão máxima.
Stess et al. (Qui,) estudaram essa questão.