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Durante grande parte do sono, os neurônios corticais passam por ciclos de oscilações lentas quase sincrônicas no potencial de membrana, que dão origem às maiores ondas espontâneas observadas no eletroencefalograma (EEG) normal. As oscilações lentas são a base de características típicas do EEG do sono, como ondas lentas e fusos. Aqui mostramos que, em indivíduos adormecidos, ondas lentas e fusos podem ser desencadeados de forma não invasiva e confiável pela estimulação magnética transcraniana (EMT). Com parâmetros de estimulação apropriados, cada pulso de EMT a <1 Hz evoca uma onda lenta individual de alta amplitude que se origina sob a bobina e se espalha pelo córtex. A indução de ondas lentas pela EMT revela a bistabilidade intrínseca em redes talâmico-corticais durante o sono de movimento ocular não rápido. Além disso, as ondas lentas evocadas levam ao aprofundamento do sono e ao aumento da atividade de ondas lentas no EEG (0,5-4,5 Hz), que se acredita desempenhar um papel na restauração cerebral e na consolidação da memória.
Massimini et al. (Sat,) estudaram esta questão.