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FUNDOS: Informações limitadas estão disponíveis sobre as concentrações antirretrovirais em pares de mulheres/infantes recebendo profilaxia para transmissão do HIV durante a amamentação e sobre a relação entre os níveis de drogas e os parâmetros virológicos e de hematologia. MÉTODOS: A população de pacientes incluiu mulheres grávidas HIV-positivas recebendo profilaxia antirretroviral da semana gestacional 25 até 6 meses após o parto e seus bebês amamentados. Amostras de sangue e leite materno foram coletadas no parto, e aos meses 1, 3 e 6 pós-parto. As concentrações de drogas foram medidas por cromatografia líquida-espectrometria de massa. RESULTADOS: No total, 66 mulheres foram estudadas: 29 receberam zidovudina (ZDV), lamivudina (3TC) e nevirapina (NVP), 28 stavudina (d4T), 3TC e NVP, e 9 ZDV, 3TC e lopinavir/ritonavir (LPV/r). Mulheres que receberam >9 semanas de profilaxia pré-parto tiveram significativamente mais chances de ter carga viral indetectável tanto no plasma quanto no leite materno no parto. Nenhuma emergência de mutações de resistência foi observada no leite materno. As razões de concentração de leite materno/plasma foram 0,6 para ZDV, 3TC e NVP, 1,0 para d4T e 0,4 para LPV/r. Somente NVP alcançou níveis significativos nos infantes. Nenhuma correlação com eventos adversos, incluindo anemia infantil, foi observada com as concentrações de drogas. Dois bebês que adquiriram infecção por HIV apresentaram mutações de inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa no mês 6. CONCLUSÕES: A administração materna desses três esquemas até 6 meses após o parto foi eficaz e segura tanto para as mães quanto para os infantes. Nenhuma correlação significativa foi encontrada entre concentrações de drogas e parâmetros hematológicos infantis, apoiando a hipótese de que outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento de anemia nessas configurações.
Palombi et al. (Terça,) estudaram esta questão.