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INTRODUÇÃO: O diabetes é um fator de risco para a doença de Parkinson (DP) e compartilha vias de insulina desreguladas semelhantes. Análogos do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1), originalmente projetados para tratar diabetes, demonstraram atividade neuroprotetora potente em estudos pré-clínicos de DP. Eles são neuroprotetores ao inibir a inflamação, melhorar a sobrevivência neuronal, a manutenção das sinapses e a transmissão dopaminérgica no cérebro. Com base nisso, três estudos clínicos relataram efeitos impressionantes em pacientes com DP, testando -4 (Exenatide, Bydureon) ou liraglutide (Victoza, Saxenda). O peptídeo insulina-dependente da glicose (GIP) é outro hormônio peptídico que mostrou bons efeitos em modelos animais de DP. Novos agonistas duais GLP-1/GIP foram desenvolvidos que podem penetrar na barreira hematoencefálica (BHE) e mostram efeitos superiores em modelos animais em comparação com fármacos GLP-1. ÁREAS ABORDADAS: A revisão resume estudos pré-clínicos e clínicos testando agonistas do GLP-1R e agonistas duais GLP-1/GIPR na DP e discute possíveis mecanismos de ação. OPINIÃO DE ESPECIALISTA: As estratégias atuais para tratar a DP reduzindo os níveis de alfa-sinucleína não mostraram efeitos em ensaios clínicos. É hora de avançar além da hipótese da 'proteína mal dobrada'. Fatores de crescimento como GLP-1, que podem atravessar a BHE, já mostraram efeitos impressionantes em pacientes e são o futuro da descoberta de medicamentos na DP.
Yang et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.