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CONTEXTO: Evidências recentes e recomendações sugerem que a promoção da saúde por meio da atividade física deve visar persuadir toda a população a adotar um estilo de vida ativo. Programas médicos intensivos voltados para promover a atividade física entre aqueles em risco não são eficazes para alcançar esse objetivo. Orientações breves de profissionais de atenção primária para parar de fumar têm um pequeno, mas, em nível populacional, importante efeito. Orientações breves na atenção primária para adotar um estilo de vida mais ativo podem ser igualmente eficazes. O objetivo desta revisão é determinar o efeito das orientações dadas em consultas de rotina de atenção primária sobre os níveis de atividade física. MÉTODOS: Foi realizada uma revisão sistemática de estudos que avaliaram a eficácia das orientações dadas em consultas de rotina de atenção primária. As fontes de dados foram quatro bases de dados eletrônicas (MEDLINE, EMBASE, Sport discus, Cochrane Library) e as bibliografias dos artigos recuperados foram pesquisadas. Especialistas foram contatados. RESULTADOS: Oito estudos, com um total de 4747 participantes, foram identificados; a maioria era dos Estados Unidos. As medidas de desfecho variaram consideravelmente entre os estudos, incluindo medidas contínuas (por exemplo, duração do exercício) e medidas dicotômicas (por exemplo, estar ativo), portanto, a combinação estatística foi inadequada. Dois dos estudos foram ensaios controlados randomizados em cluster, os demais foram quase-experimentais. Nenhum dos estudos atendeu a todos os critérios de qualidade predeterminados e o viés de seleção nos estudos não randomizados pode ter exagerado os resultados. Quatro dos seis estudos que apresentaram resultados de curto prazo (até 8 semanas) encontraram a orientação como eficaz; apenas um dos quatro estudos com acompanhamento de longo prazo (4-12 meses) encontrou um efeito sustentado. Os dois ensaios controlados randomizados tiveram resultados negativos de curto e longo prazo. CONCLUSÕES: A partir das evidências disponíveis, parece que as orientações em consultas de rotina de atenção primária não são um meio eficaz de produzir aumentos sustentados na atividade física. No entanto, esses resultados podem não ser aplicáveis ao Reino Unido, onde a estrutura da atenção primária é única. Pesquisas de qualidade na atenção primária do Reino Unido seriam valiosas.
Lawlor et al. (Sat,) estudaram essa questão.