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JUSTIFICATIVA: A espirometria é necessária para o manejo ideal de pacientes com doença respiratória. A qualidade da espirometria realizada no cenário da atenção primária tem sido inconsistente. OBJETIVOS: Nosso objetivo foi avaliar a acurácia dos espirômetros, determinar a relevância clínica de espirômetros imprecisos e avaliar a qualidade dos espirogramas obtidos em consultórios de atenção primária. MÉTODOS: erro de /FVC a partir de uma curva de fluxo-volume obstruída para um conjunto de dados clínicos. A qualidade do espirograma foi determinada pela classificação dos espirogramas utilizando critérios de aceitabilidade e repetibilidade. Foi avaliada a relação entre o número de testes realizados por uma clínica e a qualidade do teste. MEDIDAS E PRINCIPAIS RESULTADOS: /FVC variando de 1,7 a 3,1%. A aplicação da porcentagem de erro a um conjunto de dados clínicos resultou em 28% dos testes sendo reclassificados de obstruídos para não obstruídos. Dos espirogramas revisados, 60% foram considerados aceitáveis para uso clínico. Não houve associação entre o número de testes realizados por uma clínica e a qualidade da espirometria. CONCLUSÕES: A maioria dos espirômetros testados não era precisa. A magnitude dos erros resultou em alterações significativas na categorização de pacientes com obstrução. Testes de qualidade aceitável foram produzidos para apenas 60% dos pacientes. Nossos resultados levantam preocupações quanto à utilidade da espirometria obtida em consultórios de atenção primária sem maior atenção à garantia de qualidade e ao treinamento.
Hegewald et al. (Tue,) estudaram essa questão.
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