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INTRODUÇÃO: Diferenças sociodemográficas no uso de cigarros eletrônicos entre fumantes de cigarros não foram previamente caracterizadas na população adulta dos EUA. MÉTODOS: Analisamos dados longitudinalmente coletados nas Ondas 1 e 2 do estudo Avaliação da População sobre Tabaco e Saúde (PATH), representativo nacionalmente. As diferenças por renda (com base no nível de pobreza federal (FPL)) e raça/etnia na adoção de e-cigarros na Onda 2 entre fumantes de cigarros que eram não usuários de e-cigarros na Onda 1 foram avaliadas usando regressão logística binomial e multinomial. Diferenciamos usuários de e-cigarros que pararam de fumar cigarros (usuários exclusivos) daqueles que não pararam (usuários duais). Atitudes/crenças relacionadas a e-cigarros foram avaliadas para entender as potenciais contribuições para as diferenças sociodemográficas na adoção e padrões de uso de e-cigarros. RESULTADOS: Entre 6592 fumantes que eram não usuários de e-cigarros na Onda 1, 13,5% começaram a usar e-cigarros na Onda 2, dos quais 91,3% eram usuários duais. Comparado aos brancos não hispânicos, negros não hispânicos e hispânicos eram menos propensos a se tornarem usuários exclusivos de e-cigarros (OR Negros = 0,27, IC 95% = 0,09 a 0,77; OR Hispânicos = 0,26, IC 95% = 0,09 a 0,70). Fumantes de baixa renda eram menos propensos do que fumantes de maior renda a se tornarem usuários exclusivos de e-cigarros (OR <100% FPL vs. ≥200% FPL = 0,48, IC 95% = 0,27 a 0,89). Fumantes negros, hispânicos e de baixa renda eram mais propensos a acreditar que os e-cigarros são mais prejudiciais do que os cigarros e a ter normas sociais relacionadas ao tabaco positivas. CONCLUSÕES: Fumantes negros, hispânicos e de baixa renda eram menos propensos do que fumantes brancos e de maior renda a começarem a usar e-cigarros no contexto de parar de fumar cigarros. Diferenças na adoção de e-cigarros podem ser parcialmente explicadas pelo dano percebido ou pelas normas sociais dos e-cigarros. IMPLICAÇÕES: Os resultados deste estudo mostram que o uso exclusivo de e-cigarros é mais prevalente entre fumantes de maior renda e brancos. Nossos dados sugerem que fumantes de maior renda e brancos podem ser mais propensos a usar e-cigarros como um meio de parar de fumar cigarros combustíveis em comparação com fumantes de baixa renda e minoria racial/étnica. Essas descobertas sugerem que diferenças sociodemográficas na adoção e padrões de uso de e-cigarros podem contribuir para a ampliação das disparidades no tabagismo.
Harlow et al. (Qua,) estudaram esta questão.