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O ESTUDO DA MEMÓRIA COLETIVA tem atraído um interesse crescente entre os acadêmicos contemporâneos. Seguindo o trabalho seminal de Maurice Halbwachs, que distinguiu a memória de grupo da memória histórica e autobiográfica, um corpo crescente de pesquisas tem se dedicado às dimensões sociais e políticas da comemoração. Estudiosos da memória coletiva mudaram sua atenção da preocupação tradicional dos historiadores com a reconstrução do passado para a exploração de como o passado é realmente lembrado e compreendido pelos membros de um determinado grupo. Com o crescente interesse na memória coletiva como um campo de investigação, a noção de que a memória de grupo é uma forma de conhecimento em extinção tem sido frequentemente avançada em discussões teóricas sobre o tema. De fato, o próprio Halbwachs sustenta que, com o declínio da tradição na sociedade moderna, a história emergiu como o modo primário de conhecimento do passado, ocupando o lugar da memória de grupo. Retratando história e memória como duas representações polares do passado, Halbwachs vê o exame de registros históricos como uma ciência essencialmente superorgânica, desvinculada das pressões da realidade sociopolítica imediata, enquanto considera a memória coletiva como uma parte orgânica da vida social, um corpo de conhecimento continuamente transformador que está sendo reformulado de acordo com as necessidades mutáveis da sociedade.
Yael Zerubavel (Sat,) estudou esta questão.
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