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OBJETIVOS: Estimar a prevalência do transtorno de jogos na internet (TJI) e fatores de risco associados em uma amostra de estudantes do ensino médio e superior de uma instituição pública federal de ensino superior (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) no Sul do Brasil. MÉTODOS: O estudo incluiu um questionário sociodemográfico, o Inventário de Depressão de Beck (IDB), o Questionário de Autoavaliação (SRQ-20), o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI-BR), o Mini-Inventário de Fobia Social (Mini-SPIN) e a Escala de Vício em Jogos (EVJ). Finalmente, o TJI foi medido com a versão brasileira da Escala de Transtorno de Jogos na Internet-Formato Curto (IGDS9-SF), que foi validada psicometricamente nessa população. RESULTADOS: No total, 38,2% (n=212) da amostra apresentaram sintomas de TJI, sendo 18,2% (n=101) classificados como jogadores em risco. A análise de regressão encontrou que o TJI estava associado ao gênero masculino, sintomas depressivos severos, má qualidade do sono, aumento no tempo gasto jogando e total de tempo livre gasto jogando (p < 0.001). CONCLUSÕES: A prevalência de TJI nesta amostra foi relativamente alta, e os fatores de risco associados encontrados foram semelhantes aos anteriormente relatados na literatura. Estudos adicionais investigando a epidemiologia do TJI em amostras brasileiras são necessários para entender melhor as necessidades de tratamento e informar medidas preventivas nessa população.
Severo et al. (Sáb,) estudaram essa questão.