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Os efeitos foram medidos ao variar o pH e a concentração do íon adsorvedor sobre a adsorção de fosfato, citrato e selenito pela goethita e sobre a carga transmitida à superfície. A capacidade do modelo de Bowden et al. para descrever esses efeitos foi investigada. Os efeitos observados foram descritos de forma precisa pelo modelo, desde que modificado para permitir que os íons adsorvidos residissem em um plano entre a superfície e a camada difusa. O modelo exige que as espécies iônicas individuais sejam consideradas. Para fosfato e selenito, o íon divalente parecia ser o único íon adsorvido, enquanto para citrato era o íon trivalente. O modelo também requer que a adsorção dependa do potencial eletrostático no plano de adsorção. Esse potencial diminui com o aumento do pH. Assim, os efeitos do pH sobre a adsorção foram explicados por mudanças nesse potencial, juntamente com mudanças na proporção das espécies iônicas presentes. Como a adsorção tornava a superfície mais negativa, também diminuía o potencial eletrostático no plano de adsorção. Isso tornava a adsorção adicional mais difícil, e como resultado, a adsorção a um pH constante não seguia a equação de Langmuir. O modelo mostrou que o aumento da carga negativa como resultado da adsorção foi parcialmente equilibrado pela absorção de prótons pela superfície. Isso foi mais evidente em pH próximo ao neutro e, como resultado, a carga líquida por íon adsorvido foi mínima.
Bowden et al. (Sat,) estudaram essa questão.